Doutor Carreira Mundo Empresarial

A gangue do circo

Resolvi escrever uma coluna divertida! Chega de notícias ruins!

Quero contar uma passagem engraçada da minha vida para vocês – agora, com mais tempo por conta do isolamento social, estou juntando uma coletânea do que já passei!

Como vocês sabem, viajo muito dando palestras em todo o Brasil, e a história que vou contar hoje aconteceu no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ).

Foi em junho de 2019. Fui convidado para ir ao Rio de Janeiro dar uma entrevista no programa da Ana Maria Braga. No dia anterior, dei um treinamento em São Paulo (SP) até às 23h e cheguei em casa a 01h. Meu avião estava marcado para às 6h, então, acordei às 3h e fui para o aeroporto, tendo dormido muito pouco. Desci no Galeão e um carro da Globo veio me buscar. Durante o trajeto até Jacarepaguá, minha esposa enviou uma mensagem avisando para eu tomar cuidado pois, no dia anterior, haviam matado um “chefe do tráfico” no Rio, mais exatamente no Morro Santa Marta – ela disse, ainda, que os traficantes estavam bloqueando a Linha Amarela e fazendo arrastão. Li a mensagem mas, de verdade, não me preocupei muito.

Fui para a Globo, gravei a minha participação com a Ana Maria e o repórter Felipe Sure, almocei e me preparei para ir embora por volta das 13h. Como meu avião para São Paulo estava marcado para às 20h, cheguei a pensar em dar um passeio pelo Rio durante a tarde e depois ir para o Aeroporto, mas o taxista me avisou que estava complicado o dia na Linha Amarela devido à morte do traficante. Então, achei melhor esperar no Aeroporto.

Cheguei e achei umas cadeiras no saguão em frente a uma porta de entrada. Como tinha acordado muito cedo e não tinha dormido quase nada, começou a me bater um sono insuportável e, sem querer, dormi abraçado à minha pasta. De repente, acordo tomando um susto enorme! Agachado à minha frente tinha um homem agarrando meu sapato do pé esquerdo. Sem saber o que estava acontecendo, olhei para o lado e vi várias pessoas vestidas de palhaço. Fiquei alguns segundos sem saber o que estava acontecendo e achei que tivesse alguém tentando roubar meu sapato do pé esquerdo e os palhaços estavam dando cobertura (risos).

Quando consegui entender o que estava acontecendo, percebi que era apenas um engraxate se preparando para lustrar meu sapato, por isso chegou a tocar meu pé. Quanto aos palhaços, eram apenas pessoas de uma ONG pedindo doação para uma instituição de caridade – não tinha nada a ver com a “Gangue do Circo”, como cheguei a pensar (risos).

Eu me recobrei rapidamente e levantei –  daquele momento em diante preferi ficar em pé até a hora do vôo…

                Até a próxima coluna!