Mundo Empresarial

A importância da cultura positiva para alavancar os negócios em 2018

A cada fim e início de ano empresas de todos os segmentos desenham metas e diretrizes para alcançar melhor desempenho no próximo exercício. Em muitas delas, os gargalos a serem superados vão muito além do fluxo de caixa, novos equipamentos ou aumento de vendas. Especialistas indicam que a maior parte das empresas ainda enfrenta grandes defasagens em questões como cultura corporativa, clima organizacional, liderança e governança.

“Por mais sofisticadas que sejam as estratégias financeiras e comerciais de uma empresa, se ela não estabelecer um ambiente focado e produtivo, onde os colaboradores possam se desenvolver plenamente, não alcançará seu melhor desempenho”, explica Maurino Veiga, especialista coaching e mentoring executivo.

Para Veiga, o maior ativo que uma empresa tem é a sua cultura. “Quando existe uma cultura positiva, a companhia se beneficia em todos os aspectos. Os resultados melhoram, a atração e retenção de talentos acontece, os lucros aumentam, o turn over diminui, entre outros ganhos”.

Ele explica que essa cultura, quando vivenciada também pelos stakeholders – ou seja, todos os públicos internos e externos com quem a empresa se relaciona –, contribui para que a companhia melhore resultados e transforme o seu ambiente em referência. “Estas empresas se tornam aquelas onde todos querem estar”, diz o especialista.

Por outro lado, a construção de uma cultura positiva não é um processo rápido. Ela precisa ser conduzida, medida, avaliada. “Às vezes são necessários alguns anos para que as crenças sejam de fato compreendidas, difundidas e praticadas. É um trabalho que começa no alto escalão da empresa. É lá que a grande mudança precisa acontecer”.

No Brasil há casos conhecidos de empresas que se transformaram por meio da cultura positiva. São exemplos a Natura, gigante do setor de cosméticos, e a Rovitex, empresa detentora das marcas Endless e Trick&Nick. “Na Rovitex, o processo de coaching e mentoring executivo é aplicado em dois executivos-chave da empresa e isso refletiu em um novo ambiente, muito mais positivo”, diz Maurino.

Vitor Luiz Rambo Junior, diretor da Rovitex, conta que buscou esse serviço para preparar a empresa para um salto de qualidade e melhoria na gestão. “Após a metodologia  noto uma mudança significativa. Aprendemos identificar e sanar dificuldades, a separar o importante do urgente e a estreitar nossos canais de relacionamento com stakeholders. Temos agora uma visão holística de todo o nosso negócio e onde queremos chegar”, detalha . Segundo ele, os colaboradores avaliam como positiva a mudança, que impactou em todos de forma significativa e para melhor.

A Natura, por sua vez, é reconhecida no mercado por trabalhar o conceito “bem estar bem”, que valoriza os colaboradores, fornecedores e clientes – com incentivos diversos e políticas internas e externas eficientes que resultaram, apenas no primeiro semestre de 2017, em um lucro de R$ 139,1 milhões.

Pesquisa

Para Maurino Veiga, um dos alicerces da cultural positiva é a clareza do propósito da empresa. Uma pesquisa global realizada em 2015 pelo EY Beacon Institute em parceria com a Harvard Business Review Analytic Services conversou com 500 executivos para compreender a importância do conceito de propósito na cultura organizacional e revelou números surpreendentes: 80% acreditam que uma companhia com propósito claro para os stakeholders terá mais sucesso com colaboradores e clientes.

A pesquisa também apontou que 58% das empresas que estabeleceram um propósito em sua cultura organizacional tiveram crescimento igual ou superior a 10% em comparação a anos anteriores ao estudo. “As empresas podem contar com serviços e consultorias especializadas, seja para ter clareza sobre seu propósito, seja para comunicá-lo de forma eficiente a sua equipe ou para, principalmente, construir uma cultura positiva a partir dele”, lembra Veiga.

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