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Alunos da Escola Internacional EMECE apresentam protótipos para resolver problemas do óleo que atinge praias do Nordeste

Projetos têm foco na coleta do óleo derramado, descarte ou reaproveitamento do produto e incentivo à economia nas comunidades atingidas

Na próxima segunda-feira, dia 11 de novembro, 24 alunos do Ensino Médio da Escola Internacional EMECE, em São Paulo, apresentarão seus protótipos para resolução de três problemas relacionados à contaminação de mais de 280 praias em 98 cidades do Nordeste. Utilizando conceitos do design thinking, os projetos concentram soluções para a recolha do óleo, para a destinação do produto e para a recuperação e suporte à economia das cidades atingidas.

O desenvolvimento dos projetos integra as grades de Ciências da Natureza e Matemática e de Ciências da Humanas e Linguagens dos Itinerários Formativos do novo Ensino Médio, que têm quatro objetivos centrais: aprofundar e ampliar as aprendizagens, consolidar a formação integral dos estudantes desenvolvendo sua autonomia, promover a incorporação de valores universais e ampliar a visão de mundo dos alunos.

A dinâmica para as apresentações assemelha-se à de programas de televisão como Shark Tank. Desta forma, os alunos terão dois minutos e meio para realizar a apresentação dos protótipos – que podem ser equipamentos ou idéias – a um corpo de jurados composto por cinco professores de diferentes áreas. Depois de cada exposição, os professores terão um minuto e meio para fazer questionamentos e decidir se vai ou não investir no projeto. Isso porque cada jurado terá 100.000 créditos em uma moeda fictícia, para investir nos projetos que julgarem mais procedentes. Os créditos podem ser divididos em diferentes projetos e o grupo que tiver captado o maior volume de investimentos terá uma nota maior que a dos demais.

“O projeto desenvolve habilidades pedagógicas e sociais com foco na formação de profissionais do futuro. Ou seja, além de incentivar a pesquisa e a adoção de um olhar multidisciplinar sobre as temáticas em desenvolvimento em sala de aula, os alunos também são estimulados a desenvolver habilidades que lhes permitam criar soluções para problemáticas do mundo real. Outros benefícios estão associados à evolução da postura, da capacidade de argüição e da apresentação oral”, afirma a coordenadora Angélica Larger da Escola Internacional EMECE.

De acordo com a coordenadora, ao trabalhar com os protótipos os alunos puderam ampliar sua capacidade de atuar com foco na resolução de problemas e, ainda, de maneira empreendedora. Além disso, projetos como este permitem o desenvolvimento de importantes habilidades sociais e profissionais, como autonomia, criatividade, inovação, pesquisa, expressão oral e divisão de tarefas, além de incentivar o desenvolvimento da cultura digital e o interesse por cultura empreendedora.