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Amigo robô: Hospital IPO inova com tecnologia no pré e pós-operatório de crianças

Projeto piloto está em desenvolvimento no Hospital para tranquilizar os pequenos que vão realizar exames ou cirurgia, iniciativa pioneira em Curitiba que tem conceito lúdico

Quem é pai ou mãe sabe a dificuldade que é convencer os filhos a comparecer a uma simples consulta no pediatra, que dirá um exame ou procedimento cirúrgico. O Hospital IPO e sua equipe, sempre atenta às novidades tecnológicas, deu início a uma parceria com uma startup curitibana que está desenvolvendo um trabalho específico para isso: desenvolveu um robô amigável que pode se locomover e interagir com os pequenos em atividades lúdicas que as distraem da tensão do momento.

“O Hospital IPO está sempre em busca do melhor. Com as crianças, não é diferente: temos um espaço kids imersivo cujo principal objetivo é deixar os pais despreocupados e seus filhos à vontade”, conta o Dr. João Luiz Garcia de Farias, diretor técnico do Hospital IPO. “Tratamos esse projeto piloto como um complemento do espaço pré-cirúrgico, realizando um processo de ambientação para que a criança não seja submetida a uma tensão desnecessária”.

Ainda em fase de testes, o robô começou a ser desenvolvido há oito meses pelo engenheiro francês Olivier Smadja. Trata-se, na prática, de um tablet com programação interativa acoplado a uma estrutura, que pode ser controlado por controle remoto ou seguir um padrão pré-estabelecido. O tablet serve para criar o rosto do robô, que responde ao toque das crianças e possui detector de movimento. “Ele é capaz de conversar através de frases programadas, que estimulam a criança a tocar a tela e brincar com seus recursos”, conta.

Mãe da Laís, de 4 anos de idade, Patricia Paulitzki Kurta elogiou a iniciativa do Hospital IPO em uma visita à unidade da Av. República Argentina. “A Laís veio aqui para fazer um exame de adenoide, mas ao chegar no espaço kids esqueceu completamente”, elogia. “Acho excelente essa iniciativa porque é diferente e realmente ajuda as crianças a relaxar. Se não fosse o robô, ela com certeza estaria bem mais tensa”.

O robô, aliás, consegue se deslocar pelo Hospital. A pequena Laís, por exemplo, pegou o elevador com ele até o local do exame. Lá, o difícil foi se despedir. “Trabalhamos em conjunto com o engenheiro para desenvolver um projeto que tivesse uma imersão lúdica e interessante para o universo infantil. Na prática, a ideia é que elas possam ter um amigo antes e depois de qualquer processo estressante”, conta Enice Rosana Longhi, coordenadora de enfermagem do Hospital. “No pós-operatório, que é um momento difícil para qualquer criança, o robô tem um mecanismo de captação de som que permite que ele converse e tranquilize elas nos quartos individuais”.