Bem Estar Saúde

Atendimento médico em tempos de COVID-19

Como agendar uma consulta e realizar cirurgias com segurança em meio à pandemia

A pandemia do coronavírus trouxe muitas incertezas para a área da saúde. Consultórios e hospitais que eram lotados, hoje se encontram mais vazios – apenas os casos graves chegam até as emergências. Segundo o médico Bruno Legnani, as pessoas estão receosas de sair de casa, com medo do vírus, e optam por não irem até o médico, mesmo quando necessitam. “Ter um atendimento médico eficiente é um direito de todos e se o paciente julgar que precisa realmente se consultar, deve agendar e contar com a avaliação médica”, afirma.

Cirurgião plástico, o profissional teve uma redução de mais de 80% nas consultas e agendamentos. Porém, como especialista em cirurgias reparadoras e microcirurgia reconstrutiva, os procedimentos não param. “Realizo todos os dias cirurgias que não podem esperar, e os pacientes têm um atendimento seguro e eficaz”, afirma.

            Todos os procedimentos seguem a Nota Técnica 6/2020, com orientações para a prevenção e o controle das infecções pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) durante a realização de procedimentos cirúrgicos, publicada no dia 30 de abril pela Anvisa. De acordo com o documento, toda a programação cirúrgica deverá ser revista em relação aos riscos, prioridades e recursos da unidade e as cirurgias eletivas não essenciais devem ser adiadas. “Não é o momento de fazer procedimentos que podem esperar. Estamos realizando diariamente as cirurgias necessárias, com todos os cuidados para garantir a segurança e saúde dos pacientes”, afirma Legnani.

No consultório, medidas foram tomadas para garantir a segurança de todos, de acordo com as orientações dos órgãos oficiais de saúde. As consultas espaçadas, para evitar contato entre os pacientes, e a higienização constante das áreas tocáveis, como maçanetas, sofás e materiais usados para a avaliação que já eram constantes, foram intensificadas. “Orientamos os pacientes a usarem máscara durante toda a consulta e higienizar as mãos com frequência, para garantir a segurança tanto do paciente como dos profissionais do consultório”, completa.