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Cães terapeutas auxiliam crianças autistas na interação social e coordenação motora

O suporte terapêutico com cães tem sido um grande aliado para crianças e jovens autistas. Há mais de 25 anos trabalhando com o assunto, o zooterapeuta, especialista em adestramento e comportamento canino, Adoniran Thomaz, ressalta que os benefícios abrangem melhora na comunicação, socialização, coordenação motora, concentração e desenvolvimento geral, contribuindo diretamente para a qualidade de vida do paciente e da família. Seu trabalho com animais voltados a apoiar, principalmente, crianças com TEA (Transtorno Espectro Autista) será tema de uma palestra gratuita durante o TEAbraço (Semana Internacional do Autismo) no dia 06 de abril, no Shopping Iguatemi Ribeirão Preto.

No dia a dia, o cão adestrado para a finalidade terapêutica oferece companhia e conforto para os autistas contribuindo, inclusive, para reduzir crises nervosas. “O cão terapeuta é treinado para fornecer carinho e conforto para as pessoas que necessitam de companhia além de ajudarem nos exercícios psicomotores em terapias com profissionais”, explica ele, que é conhecido como Dino Adestrador.

São vários os estudos que comprovam os benefícios da companhia canina e também das vantagens do apoio de um animal em terapias. De acordo com Dino, os benefícios não se restringem a um tipo de paciente ou limitação.

Especificamente para os cães treinados para acompanharem autistas, ele explica que, além dos comandos normais, eles precisam aprender a agir tranquilamente em casos de crise, só latirem quando dado o comando e suportarem um toque, às vezes, mais fortes, entre outras especificações. “Para as famílias que pensam em ter um cão terapeuta em casa é importante avaliar se ele se encaixa no cotidiano, pois além de ração e água eles necessitam de cuidados como passeios, banhos regulares e educação também”.

Se a família já tem um cão em casa, Dino aconselha a “tornar” este animal um terapeuta. “Caso a família já tenha um cão, ele é o terapeuta ideal já que tanto o animal quanto a família já estão acostumados um com o outro. Basta a família ser criativa e até buscar ajuda de um profissional para inseri-lo em tarefas e exercícios com a criança autista”, explica o adestrador.

Ana Flavia Spinelli, mãe do Fabrício – de 17 anos e diagnosticado aos 11 com grau moderado no TEA com comprometimento cognitivo e de fala – conta que viu aumentar as crises do filho em 2016 por conta de rejeições a medicamentos. “Foram inúmeras crises de ansiedade e episódios de agressividade. Foi quando descobrimos os benefícios de ter um cão terapeuta e procuramos a ajuda necessária. A presença da Lessi, uma Golden Retriever, foi um divisor de águas. O Fabrício teve melhoras na interação social, nas crises de auto agressão, no aspecto cognitivo e na fala. Isso sem contar a melhoria no âmbito emocional. Não só ele mas, nós como família, sentimos os benefícios”, conta.

Para saber mais sobre o assunto e participar da palestra é necessário realizar a inscrição gratuitamente através do site www.teabraco.com.br. As vagas são limitadas.