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Desvio de septo se torna um problema quando atrapalha a respiração

Certamente você já ouviu alguém falando que tem desvio de septo – deslocamento lateral da parede entre as narinas – e que talvez já tenha feito uma cirurgia para resolver o problema. Mas será que o procedimento cirúrgico é necessário em todos os casos? Segundo o otorrinolaringologista da Otorrinos Curitiba Gustavo Balestero Sela, a cirurgia é indicada em pacientes que apresentam sintomas que afetam a saúde e a qualidade de vida.

“O desvio de septo passa a ser um problema quando causa obstrução nasal, sinusites, respiração bucal, cansaço, roncos e dificuldade para dormir ao paciente. A cirurgia é indicada em pacientes que apresentam sintomas que afetam a saúde, sem que tenham tido melhora com o tratamento clínico de outras alterações do nariz que possam causar estes sintomas”, explica o otorrino.

Em linhas gerais, o septo nasal é uma espécie de ‘parede’ que divide as duas fossas nasais, e apresenta uma parte óssea e outra cartilaginosa, recobertas por uma mucosa. É uma estrutura com a qual já nascemos e que vai aumentando conforme o crescimento. Geralmente é durante a puberdade que os desvios acontecem, causando obstrução em uma ou nas duas fossas nasais, interrompendo o fluxo de ar e dando a sensação de nariz entupido com certa frequência.

Sintomas

O principal sintoma do desvio de septo é a obstrução nasal, mas também pode vir acompanhada de roncos, sangramento nasal, apneia do sono e dor de cabeça.

Principais causas

Segundo o doutor Gustavo, os desvios de septo podem ser causados por vários fatores, dentre eles causas genéticas do tecido conjuntivo, como na Síndrome de Marfan e Síndrome de Ehlers-Danlos, e congênitos, em que o bebê já nasce com o desvio e por traumas nasais.

“É bom ressaltarmos também que um trauma pode acarretar um desvio de septo, geralmente devido a uma queda, acidentes e na prática de esportes. Ao longo da infância é muito comum traumas nasais e isso pode ocasionar uma alteração do desenvolvimento do septo. Muitas vezes, o simples coçar do nariz com frequência, em pacientes alérgicos, podem gerar desvios”, lembra o especialista.

Diagnóstico

O diagnóstico se dá através de uma boa anamnese associado ao exame físico de rinoscopia (exame clínico por meio de um aparelho que abre as narinas), sendo muitas vezes necessária a realização de um exame complementar chamado nasofibroscopia (endoscopia das cavidades nasais) para descartar outras causas de problemas que podem afetar o nariz.

 

Sobre Gustavo Balestero Sela

Gustavo Balestero Sela é formado em Medicina na Universidade Federal do Paraná (UFPR), com especialização em Otorrinolaringologia no Hospital da Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Estado do Paraná e Fellowship em Rinologia e Cirurgia Estética da face com Dr. Ian Selonke e Antonio Nassif Filho.

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