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Educação financeira nas escolas: de endividados a investidores

A partir de 2019, as escolas públicas e particulares implementarão uma nova disciplina nas grades curriculares: educação financeira. O objetivo é ensinar desde cedo como gerir as finanças. No resultado macro, teremos um Brasil com menos devedores e a economia no azul

 

A partir do próximo ano, todas as escolas públicas e privadas do Brasil deverão incluir nas grades curriculares a disciplina de Educação Financeira. Isso porque a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada em dezembro de 2017, incluiu o tema como uma das áreas de conhecimento obrigatório no Ensino Fundamental. Além disso, as instituições deverão incorporar aos currículos e às propostas pedagógicas a abordagem de outros temas contemporâneos, tais como: educação ambiental, educação para o trânsito, educação para o consumo, diversidade cultural etc.

A proposta é que a disciplina de Educação Financeira não fique exclusivamente dentro da Base de Matemática, mas seja contemplada de diversas maneiras para que a criança possa aprender hábitos e comportamentos importantes para lidar melhor com as finanças. “O ideal é abordar o tema dentro de um contexto que a criança possa entender, sem ser técnico. É preciso falar sobre a importância do dinheiro e sua função na sociedade”, comentou o professor e educador financeiro, Carlos Afonso. “Dependendo da faixa etária, a criança ou adolescente poderá, inclusive, receber uma mesada e administrá-la com a ajuda dos pais. Isso trará um bom efeito pedagógico aos nossos pequenos, que passarão a controlar o dinheiro e ganharão responsabilidade. Com o tempo eles aprenderão que o dinheiro é finito e que muitas vezes terão que fazer escolhas para usar a mesada”, completou o Professor Carlos, que também é autor do livro Organize suas finanças e saia do vermelho.

Além disso, o Professor Carlos comentou que a inclusão da disciplina é um avanço, pois permitirá que, no longo prazo, o Brasil deixe de ser uma nação de endividados para ser um País de investidores. “Dizem que somente a educação pode nos livrar da ignorância. Digo que somente a educação financeira pode nos tornar cidadãos mais conscientes e independentes. Difundir o tema e permitir que as crianças comecem a se relacionar com o dinheiro desde cedo fará com que ganhem ‘bagagem’ e experiência para serem adultos financeiramente mais responsáveis e preocupados com o futuro, com uma vida financeira mais planejada e livre de dívidas”, finalizou.

Para complementar o papel que será desempenhado por professores e educadores dentro da escola, é essencial que os pais também passem a conversar com os filhos, em casa, sobre dinheiro. Afinal, eles absorvem tudo, inclusive os hábitos. Portanto, quanto mais as crianças presenciarem as boas práticas dos pais, mais influenciadas – de forma positiva – elas serão.

 

Sobre o Livro Organize suas finanças e saia do vermelho

De leitura fácil e rápida compreensão, o livro Organize suas finanças e saia do vermelho foi lançado em agosto de 2017, pelo especialista em finanças, Professor Carlos Afonso, que é administrador, contabilista e sócio-diretor do Grupo MCR.

O autor traz conceitos fundamentais para uma boa educação financeira, a fim de evitar que as pessoas adquiram o endividamento financeiro ou, se a dívida já existe, há dicas de como sair dela. Além disso, a obra ensina o leitor a pensar no futuro e, de maneira confortável, fazer o seu “pé de meia”.

“Organize suas finanças e saia do vermelho” traz uma luz sobre esse importante assunto e que afeta a vida de qualquer pessoa desde o nascimento até o último suspiro. Relacionar-se bem com o dinheiro garante sustentabilidade financeira e uma vida melhor livre de privações. (http://www.livrosaiadovermelho.com.br/)