Bem Estar Saúde

Especialista reforça a importância da vacinação infantil mesmo em tempos de pandemia

Desde o nascimento, as vacinas são fundamentais para a prevenção de uma série de doenças. Na infância, recebem atenção especial que, segundo especialistas, deve ser mantida ao longo de toda a vida. Porém, em tempos de pandemia onde a recomendação é ficar em casa, muitos acabam descuidando e até mesmo não seguindo algumas doses necessárias.

Segundo a médica especialista em pediatria da Unimed Laboratório, Stela Kudo, é importante seguir o esquema vacinal para garantir a imunização. “Quando falamos em bebês, por exemplo, é preciso estar atento para não antecipar e nem atrasar as vacinas, especialmente para a proteção do sistema imunológico, que ainda está em formação”.

Entre as vacinas necessárias à fase inicial da vida, destaque para a BCG (que protege contra formas graves da tuberculose), Hepatite A e B (com proteção de mais de 95% contra estas doenças), Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba, rubéola) ou Tetra Viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), Triplice bacteriana – Difteria, tétano, coqueluche , Haemophilus tipo B e Poliomielite (também contempladas em apresentações combinadas – Penta ou Hexavalente), Pneumocócica (fornece proteção contra 10 ou 13 subtipos da bactéria pneumococo, dependendo da apresentação da vacina), Rotavírus (contra o vírus que provoca infecção gastrointestinal), Meningocócica (que protege contra sorotipos C ou ACWY e B, conforme apresentação da vacina, bactérias que podem causar meningite), Febre Amarela (importante em locais endêmicos), Influenza (a vacina da gripe) e HPV (indicada na adolescência, contra o vírus do papiloma humano que pode causar câncer de colo de útero).

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Mas o que fazer durante o período pandêmico para não perder ou prejudicar o esquema vacinal? A médica reforça que é importante buscar alternativas que concedam mais segurança às famílias. “Interromper a vacinação rotineira, em especial de crianças, gestantes e outros grupos de risco, pode levar ao aumento de casos de doenças que são graves, mas preveníveis. Apesar do cenário, é possível realizar as vacinas, escolhendo locais próximos à residência e que respeitem o distanciamento social exigido nesse momento, evitando horários de pico, além da otimização das saídas, aplicando o maior número de vacinas possível em uma única ida ao serviço de saúde, por exemplo. Claro, respeitando sempre o intervalo entre cada uma das vacinas”, explica.

Porém, a pediatra lembra que, se a criança ou o responsável pelo apoio durante a vacinação, apresentarem algum sintoma sugestivo ao novo coronavírus, devem adiar a aplicação da imunização. “Neste caso, é essencial manter o isolamento, aguardar o diagnóstico e estar liberado para, então, realizar as vacinas. Não há problema em aguardar 14 dias. Porém, é importante seguir, sempre, o esquema vacinal”, completa Stela Kudo.

Caso existam dúvidas sobre quais vacinas e quando aplicá-las, é recomendável sempre recorrer a um médico especialista. O site da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) também traz um calendário para consultas sobre o calendário de vacinação para criança.