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Espremer espinhas pode gerar cicatrizes e infecções

Na semana passada, um post no Instagram da jornalista Izabella Camargo, da Rede Globo, repercutiu nas redes sociais. O motivo, inicialmente, pode parecer banal, mas não é: ela “cutucou” uma espinha que apareceu entre a orelha e o pescoço e acabou inflamando. Teve inchaço, febre e precisou usar antibiótico. Mas será que foi algo isolado ou realmente espremer espinhas pode ser perigoso?
Segundo a fisioterapeuta dermatofuncional da Neoderme e membro efetivo da
Associação Brasileira de Fisioterapia Dermatofuncional (ABRAFIDEF), Ticiane Araújo Mallmann, as mãos e unhas possuem inúmeros tipo de bactérias, e ao manipular uma acne cria-se uma porta de entrada para essas bactérias. “A acne é composta de bactérias e células inflamatórias misturadas ao sebo. Quando fazemos essa manipulação podem acontecer graves infecções, cicatrizes, manchas, dor e desconforto. Por isso, a orientação é não mexer nela e muito menos estourá-la”, explica.
Ao manipular acnes sem as recomendações de higiene necessárias pode haver lesão inflamatória ainda maior, evoluindo para uma cicatriz permanente e manchas no futuro.
Higiene da pele
De acordo com a especialista, fazer limpeza de pele com frequência ajuda a não ter espinhas. “A recomendação é fazer a limpeza de pele mensal. Se realizada com a frequência recomendada, ela confere uma pela com menos oleosidade, mais jovem e mais saudável. Existem diversos tratamentos para acne, seja ela leve, com o uso de terapia fotodinâmica (use de luzes para matar a bactéria) até aquela acne mais grave, utilizando medicações prescritas pelo dermatologista”, lembra Ticiane.

Outros cuidados com a pele
Além de ter uma alimentação saudável e priorizar a limpeza de pele pelo menos uma vez por mês, há outros tratamentos realizados em diferentes sessões que ajudam na melhora do tratamento das espinhas.
“Inicialmente realizamos uma limpeza de pele profunda com uso de ozonioterapia e alta frequência para eliminação das colônias de bactérias, máscaras secativas e regeneradoras. Também fazemos uso da terapia fotodinâmica, peelings químicos e decristal”, acrescenta a dermatofuncional.
Sempre lembrando que o tratamento deve ter continuidade em casa, com o paciente fazendo o uso corretos dos cosméticos previamente prescritos.

Escolha uma clínica de estética com segurança
O mercado de clínica estética aumentou significativamente nos últimos anos, e
infelizmente há muitos locais que agem de má fé e não respeitam as questões
mínimas de segurança e higiene para os pacientes. A dra. Ticiane lembra que antes de realizar qualquer procedimento é necessário obter a informação sobre a liberação sanitária do local. E ressalta: “Essa informação é direito de todo paciente. Quando uma clínica possui essa liberação ela já passou por uma investigação bem rígida. Exija o uso de descartáveis e profissionais preparados e qualificados. Lembre-se: seu rosto é o seu cartão de visita”, finaliza.

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