Bon Vivant Cultura

Exposição de livros de artistas no Museu de Arte Moderna de São Paulo é prorrogada até 26 de fevereiro

Mostra reúne cerca de 60 obras da coleção da Biblioteca do Museu, com publicações de artistas como Antonio Dias, Dora Longo Bahia e Paulo Bruscky

Nas décadas de 1960 e 1970, a escrita impressa e o desenho gráfico foram ferramentas importantes para a veiculação das obras de arte. Por meio de livros, artistas passaram a apresentar trabalhos para além das paredes de museus e galerias, fazendo com que, nos últimos 50 anos, houvesse um verdadeiro florescimento dos chamados livros de artista. Foi nesse contexto que se formou a coleção da Biblioteca Paulo Mendes de Almeida do MAM São Paulo. Cerca de 60 obras desta coleção integram a mostra Livros de artista da Biblioteca do MAM, em cartaz até 26 de fevereiro na Sala Paulo Figueiredo do Museu.

A curadoria da exposição, a cargo de Felipe Chaimovich, elegeu obras produzidas de forma artesanal ou que tenham sido publicadas por editoras alternativas. Figuram livros de artistas como Almandrade, Anna Bella Geiger, Antonio Dias, Betty Leirner, Dora Longo Bahia, Julio Plaza, León Ferrari, Marcius Galan, Nuno Ramos, Paulo Bruscky, Regina Silveira e Rosângela Rennó.

Ultrapassando papéis, o uso de tintas, encadernações, carimbos e colagens tornaram-se matéria-prima para experimentações dos artistas. Cada peça poderia ser única, aproximando-se novamente do conceito habitual de obra de arte. O experimentalismo do livro de artista foi descoberto pelas bibliotecas de arte antes mesmo de os museus prestarem atenção a tal inovação. Foi assim que a Biblioteca do MAM formou a coleção de livros, agora exposta ao público.

“Reunimos aqui livros de artista que não foram produtos de editoras comerciais, enfatizando o trabalho singular de certas tiragens. O pioneirismo da Biblioteca do MAM fomentou também importantes doações, levando à constituição de uma das coleções mais relevantes de livros de artista do país”, explica o curador.