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Formação em liderança feminina pode ser diferencial para mulheres assumirem cargos de destaque

No mundo inteiro, serão necessários mais de 200 anos para mulheres conquistarem o mesmo espaço que homens nas empresas, de acordo com o relatório Global Gender Gap 2018. A realidade nacional é ainda mais alarmante: apenas 38% das brasileiras ocupam cargos de nível hierárquico mais alto, como os gerenciais, enquanto na posição de presidência nas companhias, o número cai para 18%, conforme pesquisa feita pelo Panorama Mulher 2018.

Para escapar do destino traçado pela sociedade, muitas dessas mulheres têm recorrido a mais faculdades, mais especializações e mais cursos técnicos, o que explica seu maior número nas universidades. Lutando contra essa realidade, empreendedoras criaram a primeira escola com foco no desenvolvimento pessoal e profissional da mulher, batizado de ELAS (Exercendo Liderança com Assertividade e Sabedoria).

À frente do negócio estão Amanda Gomes e Carine Roos, que desenvolveram um projeto único que já formou 200 mulheres desde 2017 e impactou outras três mil em suas extensões, com workshops e imersões. No Programa ELAS, carro-chefe da escola, profissionais de diversas áreas de atuação e idades podem trocar vivências por três meses e receber um material exclusivo com exemplos práticos e técnicos para exercer liderança de maneira assertiva, receber aumento salarial ou promoções, por exemplo.

Das alunas certificadas pelo Programa, 30% foram promovidas ou aumentaram seu poder aquisitivo no prazo de 12 meses, após a participação no curso. “Buscamos ser o meio para que tantas mulheres competentes no Brasil e no mundo alcancem posições de destaque na sociedade e no trabalho e realizem sonhos que, hoje, parecem distantes”, conta Amanda Gomes.

Para Carine Roos, é necessário dar fim aos vieses inconscientes que tanto prejudicam a contratação de mulheres nas corporações. “Precisamos ser admitidas por nossas competências e habilidades, não pelo nosso gênero. Vamos encurtar os 200 anos que nos distanciam da realidade que deveria ser comum”, afirma.

Empresas conscientes de suas responsabilidades e com a mente inovadora já estão oferecendo o curso para suas funcionárias. Nomes como GIZ, Accenture, Regus e Bradesco estão agindo em direção à equidade de gênero nas companhias e garantindo mais uma formação altamente qualificada e exclusiva, mas desta vez em prol do empoderamento e ascensão da mulher.

Consultora de Mobility Digital na Accenture, Ana Beatriz Ribeiro sente que, após participar do Programa, ganhou maturidade emocional para lidar com problemas corriqueiros no trabalho. “Eu consigo entender meus sentimentos e racionalizar e, assim, tomar decisões baseadas em fatos. Além disso, consegui desenvolver uma comunicação mais efetiva e acredito que isso esteja influenciando positivamente na minha forma de lidar com a equipe”, destaca.