Fundação Copel lança programa inédito para diabéticos
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Fundação Copel lança programa inédito para diabéticos

A Fundação Copel, entidade fechada de previdência complementar sem fins lucrativos que administra planos de previdência e planos de saúde, comemora os bons resultados de uma iniciativa inédita entre as operadoras de saúde no Brasil. O CuiDar – Programa de Controle do Diabetes, criado em junho do ano passado para oferecer uma melhor qualidade de vida a pessoas portadoras do diabetes e hoje já presta assistência a mais de 180 portadores da doença.

Em encontros mensais, com grupos entre 30 e 40 pessoas, os beneficiários trocam experiências e recebem apoio. Além disso, contam com atendimentos individuais e rotineiros de enfermeiro, nutricionista, psicólogo e educador físico. O CuiDar iniciou no interior do Paraná, já está em Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Lançado em Curitiba recentemente o programa pretende atender os 1.300 beneficiários elegíveis.

Lindolfo Zimmer, presidente da Fundação Copel, explica que o projeto foi criado para que a doença seja administrada de maneira correta, não evolua e seja tratada de maneira individualizada para cada participante.  “É um tratamento baseado na troca de informações entre os participantes e acompanhamentos adequados dos profissionais. Queremos que os portadores consigam controlar o problema e assumam uma nova forma de viver, bem melhor e mais saudável”, explica o executivo, que é diabético há 27 anos e convive bem com a doença. “Vou morrer com ela e não dela”, afirma.

Segundo Zimmer 25% dos beneficiários de Curitiba são portadores da doença, o que intensifica ainda mais a importância do projeto. “A equipe multiprofissional tem uma atenção personalizada para cada integrante. Trata-se de um trabalho amplo e completo. A aceitação é incrível e a satisfação dos participantes é evidente. Todos ganham glicosímetro e as tiras para exame de glicemia. Não tivemos desistências e em todos os casos notamos redução de IMC, de índice glicêmico e da hemoglobina glicada”, afirma Lindolfo.

A endocrinologista Michele Polesel explica que se trata de uma doença crônica que precisa de cuidados específicos. “O tratamento é diário e há uma necessidade de acompanhamentos contínuos, não apenas com médicos. Os pacientes ficam muito dependentes e precisam de controle na alimentação, orientação adequada com relação aos exercícios físicos e estar bem psicologicamente para dar sequência ao tratamento necessário. O conjunto é que contribui para o controle da doença”, destaca a médica.

Multiprofissionais especializados

A equipe de atendimento do CuiDar foi pensada para o melhor atendimento dos pacientes. O enfermeiro realiza exame do pé para identificar precocemente alterações que possam gerar riscos de agravamento, se não forem tratadas no início. Além disso, verifica se a pessoa está tomando os remédios adequadamente, orienta sobre os cuidados com a automedicação, com a pele e quais os primeiros socorros em crises de hipo e hiperglicemia.

A nutricionista orienta sobre o equilíbrio do índice glicêmico durante o dia e entre as refeições, adequa a dieta e orienta sobre os alimentos no dia a dia. O psicólogo auxilia na aceitação e convívio diário com a doença para evitar depressão, angústia e isolamento social. E o educador físico alerta sobre a importância da prática esportiva e orienta sobre os exercícios adequados para cada paciente.

Problema mundial

Segundo dados divulgados em 2015 pela International Diabetes Federation (IDF), seriam 415 milhões de diabéticos em todo o mundo, e a previsão é mais de 640 milhões em 2040. Aproximadamente cinco milhões de pessoas, com idade entre 20 e 79 anos, perderam a vida em decorrência do problema em 2015, o que representa um óbito a cada seis segundos.

A doença pode prejudicar a circulação, coração, olhos, cérebro, rins, pés, causar câncer e demências. O problema crônico e suas complicações representam as principais causas de mortalidade precoces na maioria dos países, com a prevalência de adversidades cardiológicas.

A IDF evidencia ainda um estudo da Global Burden of Disease (GBD) em que 75% dos casos da doença (em termos de sistema de saúde e sociedade) são de países em desenvolvimento, onde deverá ocorrer o maior aumento dos casos nas próximas décadas. No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), são mais de 13 milhões que sofrem com o problema.

Uma pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, concluiu que o número de brasileiros com diabetes aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, e agora atinge 8,9% da população brasileira.