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No dia nacional do Surdo, programa de responsabilidade social convida profissionais para dialogar sobre a surdez

Mesa redonda, no dia 26 de setembro, tratará da cultura Surda e das dificuldades da comunidade

Existem mais de 9,7 milhões de Surdos no Brasil, segundo o último censo do IBGE, de 2010. Em Brasília, são mais de 100 mil pessoas que enfrentam dificuldades para estudar, para trabalhar e até para fazer valer os seus direitos nos órgãos públicos, já que as medidas necessárias para incluir essa comunidade e facilitar a comunicação não são tomadas de forma satisfatória.

“O dia 26 de setembro é o Dia Nacional do Surdo. É um dia de luta pelos seus direitos. A comunidade Surda no Brasil é muito unida. Eles querem o direito de usar a língua de sinais como primeira língua e não serem excluídos da sociedade por isso”, disse a pedagoga Olga Cristina Rocha, professora de Libras no Centro Universitário IESB e coordenadora do projeto IESB Inclui.

A comunidade não vê a surdez como uma doença ou uma deficiência, mas como uma característica. “É uma forma de se perceber o mundo sem a audição. Nós, ouvintes, pensamos nas mensagens subjetivas. Se eu faço algo errado, minha mãe pode falar algo como ‘bonito hein?’ com uma certa entonação de voz e eu entendo o recado, a ironia. O surdo, principalmente o congênito, não tem essa capacidade. Ele tem uma visão mais literal”, afirma Olga.

Uma das reivindicações dos surdos é a presença de intérpretes de Libras no serviço público, como em hospitais. A lei 10.436/02, que dispõe sobre Libras, afirma que os serviços públicos de saúde devem garantir tratamento adequado aos Surdos, mas não explicita a necessidade de intérpretes.

“Temos vários casos de Surdos que foram para a emergência de um hospital e morreram por não conseguir se comunicar”, conta Olga. “Outra reivindicação é que a educação seja feita em Libras como primeira língua. Mesmo com a presença de um intérprete, a forma como o conteúdo é ensinado não é adequada para surdos, porque depende da oralidade”, continua a professora.

“O surdo não só esbarra na dificuldade de comunicação, como também encontra barreiras para cuidar de si em momentos de dificuldades emocionais e psicológicas. Infelizmente, aqui em Brasília, ainda são poucos os profissionais que atendem esse público”, afirma Patrícia Rodrigues, psicóloga responsável técnica da Clínica de Psicologia do Iesb Oeste.

No Dia Nacional do Surdo, 26 de setembro, a Coordenação do IESB em Ação –Programa de responsabilidade social do IESB; fará um colóquio sobre a cultura Surda, que será gratuito e aberto ao público. O evento acontecerá às 19h, no IESB Oeste, em Ceilândia. Mais informações abaixo.

Serviço – Colóquio: A relevância do diálogo sobre a surdez

Data: 26/09

Horário: 19h

Local: IESB Oeste

Ceilândia Norte QNN 31 – Ceilândia