Armindo Ferreira Novidades

Os tipos de namoros baseados na tecnologia

A tecnologia mudou o jeito como nos relacionamos com o mundo, com as pessoas e é claro com os relacionamentos. Por isso nosso namoro pode mudar dependendo do jeito que a gente usa as ferramentas tecnológicas.

Se você está namorando provavelmente está num dos tipos abaixo ou um pouquinho de cada um deles. E ahhh se você está solteiro ou solteira a última dica é para você.

Namoro “chiclete digital”

Não há nada mais grudento que o namoro chiclete digital, mas nada de julgamentos, já que o casal se vira bem assim. E não interessa se eles acabaram de se ver: um segundo depois vai ter pelo menos um emoji no WhatsApp. A casa inteira já apagou as luzes, aquele silêncio, mas o casal do namoro chiclete digital está lá firme e forte trocando mensagens até a hora de um dos dois (ou os dois ao mesmo tempo) pegarem no sono. Acordou? Primeira olhada no celular e já tem mensagem esperando.

Sim não é exagero dizer que esse casal não desgruda um minuto sequer.

Namoro “O que é seu é meu”

Para que este namoro realmente dê certo há uma condição fundamental: o compartilhamento das senhas de todas, sim eu disse todas, as redes sociais.

E não adianta criar um perfil falsou ou dar aquela enroladinha porque se for descoberta a artimanha a casa cai. E o relacionamento também.

Não se espante se um responder como o outro ou se os amigos nem sacarem que tá ali publicando um texto porque esse namoro leva realmente a sério o termo “compartilhar”. E se está tudo bem para ambas partes e os dois ficam felizes com tanta divisão assim, por que não?

Namoro “Nem Nem”

O Namoro “Nem Nem” não é tão tecnológico, mas também não é tão desconectado. Um manda mensagem para o outro que responde quando puder e nenhum dos dois surta esperando os estágios “deu lidas” e “por que raios não respondeu ainda”.

Nem sempre postam fotos e selfies juntos e acredite: nem se importam de mudar o status do relacionamento no Facebook. Alguns dias sem trocar mensagens não fazem mal a ninguém, mas quando surge um oi em alguma rede social é sempre bem-vindo. É um relacionamento bem blasé de fato, mas também com mais ar para quem precisa de ar.

Namoro “fofíneo”

Se a gente pudesse resumir esse relacionamento em uma só palavra essa palavra seria GIFs, sim toneladas de gifs. Gif do ursinho, do leãozinho, do pandinha e do hipopotamozinho, Tudo muito fofo, tudo muito meigo, tudo muito gutegutemeodeosdoceuquecoisamaisfofínea. Bem você entendeu.

Não é um casal de muitas palavras mas de várias imagens e apelidinhos fofuchos e meigos e que podem vir acompanhados de elementos gráficos tais como *.* (=ↀωↀ=) (⁎˃ᆺ˂) ou ainda ✿♥‿♥✿ (♡´౪`♡) (灬♥ω♥灬).

Não entendeu nada? Acredite o casal dessa categoria entendeu.

Namoro virtual (mesmo)

Esse é o mais manjado de todos mas não poderia deixar de entrar nessa relação. Ninguém entende o fato do casal nunca ter se visto ao vivo mas chorar na frente do monitor caso algo dê errado.

Sim estamos falando do relacionamento virtual de raiz, de pessoas que se conheceram pela internet mas nunca se viram de verdade e que não são “menos relacionamento” por conta disso, pelo contrário: há relatos de relacionamentos bem intensos nessa modalidade.

Há sim a intenção desse encontro rolar para valer, mas as vezes a distância, a falta de grana (ou os dois) atrapalham, mas há também medo, insegurança ou uma sensação de quem tá bom assim mesmo. E se tá bom, tá bom ué!

Pros sem namoros

Nada de ficar deprê ou na bad por causa disso. Além dos vários aplicativos disponíveis que podem te ajudar a achar pelo menos um crush dá sim pra curtir a vida sozinho até que a outra metade da laranja apareça.

 

Armindo Ferreira é consultor de novas tecnologias, redes sociais e assuntos ligados a internet – reconhecido como um dos principais profissionais deste segmento. É considerado ainda um dos principais blogueiros de negócios e tecnologias do país.