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Plataforma brasileira que aponta perfil fake no Twitter é lançada

Ferramenta desenvolvida pelo Instituto Tecnologia & Equidade analisa perfil de usuário no Twitter e indica possibilidade do perfil ser comandado por um robô

Cada dia mais próximo da eleição, mais se fala sobre a influência dos perfis automatizados nas redes sociais e no impacto deles nas eleições de 2018. Com o objetivo de trazer mais transparência para o funcionamento e uso dos bots no Brasil, o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio) e o Instituto Tecnologia & Equidade lançaram o PegaBot (https://pegabot.com.br/). Trata-se de uma plataforma em que o usuário pode verificar a atividade de uma conta de rede social para saber a probabilidade do perfil ser de um bot. Quanto maior a nota, maior a chance de ser um bot.

O PegaBot analisa o histórico de postagens de um perfil de rede social que o usuário requisita. Com base em padrões de comportamento, a ferramenta identifica se é mais provável o perfil ser humano ou um robô.  Por enquanto, a plataforma é integrada ao Twitter e, em breve, poderá ser usada em outras mídias sociais.

Os critérios para fazer essa avaliação são o intervalo de tempo entre cada postagem (um intervalo pequeno entre cada postagem, 2 segundos, por exemplo, podem indicar que a postagem foi feita por um robô); a frequência e a aleatoriedade no tempo em que as postagens são feitas (postagens feitas sempre no mesmo horário, às 10 horas da manhã, por exemplo, podem ter sido feitas por um robô); e a pessoalidade dada aos textos postados (textos repetidos ou extraídos de outras publicações, pré-formatados, são um indicativo de ele ter sido feito por um robô). O PegaBot dá uma nota que indica a probabilidade daquele perfil ser ou não um robô com base na média geral das postagens do perfil.

Para Márcio Vasconcelos, diretor do IT&E, a ferramenta não exclui a verificação humana. “Se você identificar que o perfil serve só para divulgar a mensagem de outra pessoa, ou que na maioria das vezes esse perfil existe para atacar algum um grupo específico, aumentam muito as chances desse perfil se confirmar como um bot. Nesse caso, vale questionar os possíveis beneficiados pela atuação daquele bot se o perfil realmente é falso e por que a pessoa beneficiada está se utilizando desse recurso. Se for um político, por exemplo, pergunte diretamente ao político se ele sabe que existe um bot trabalhando para ele e se acha correto o comportamento que o bot está tendo. Também pode denunciar essa atuação a justiça eleitoral.”, ressalta.

O PegaBot ainda está em fase de testes. O próximo passo será abrir para o usuário a possibilidade de submeter esse erro para análise e correção. “Detectar bots é uma tarefa difícil. As tecnologias avançam e mudam constantemente. Nossa plataforma funciona reconhecendo padrões comportamentais, e certamente tem uma margem de erro no resultado. O nosso principal objetivo é chamar a atenção para o assunto,  informar, e educar o eleitor. Trata-se de mais uma ferramenta disponível para construir sua própria opinião em relação aos políticos e partidos.”, lembra Ariel Kogan, diretor do IT&E.

O PegaBot foi construído a partir da plataforma botometer, criada pela Indiana University Network Science Institute (IUNI) e Center for Complex Networks and Systems Research (CNetS). Nossa equipe trabalhou no código aberto,  incrementou linhas de código e o treinou para análise em português. No Brasil, Thiago Rondon, diretor do IT&E e fundadorda startup APPCívico, responsável pelo desenvolvimento do PegaBot, acredita que a ferramenta é pode contribuir com o trabalho das autoridades eleitorais brasileiras durante as eleições.”

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