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Plataforma possibilita que artistas vivam da própria arte

Com cadastro gratuito, marketplace e mentoria, Artluv permite a venda de obras sem a burocracia das galerias

O acesso à arte e cultura no Brasil ainda é seletivo. Quando se é artista, principalmente em início de carreira, as dificuldades se tornam ainda maiores. Além de precisar construir um nome, é necessário encontrar meios onde expor e comercializar as criações. E as tradicionais galerias nem sempre são o caminho mais viável, devido à burocracia e alto custo. Pensando nisso, Wendell Toledo fundou, em 2017, a Artluv, ArtTech que conecta artistas a clientes e apreciadores de obras.

A plataforma surge como um meio de democratizar o acesso às obras e permitir que os profissionais de arte vivam fazendo o que amam. “Me incomoda a barreira e a dificuldade que existe em adquirir criações originais e de qualidade por preços acessíveis. Na Artluv, a ideia é promover a cultura e valorizar o artista como profissional, viabilizando a venda da sua obra com a nossa tecnologia. Existe muita gente boa no mercado e o nosso propósito é fazer essas pessoas serem vistas”, explica o CEO. Quem deseja expor na plataforma deve criar o seu perfil no site, em um processo que dura cinco minutos.

A seguir, a página passa por uma curadoria feita com ajuda de Ed Maner, curador americano e parceiro da startup. Em minutos, o profissional já recebe um feedback. Caso o perfil seja aprovado, cria-se uma loja virtual e passa a expor seu portfólio. Plural, a empresa recebe dossiês dos mais variados estilos desde grafiteiros até fotógrafos e escultores. O resultado de tanta diversidade é o número de portfólios disponíveis na plataforma, mais de 400. Mas, para manter a qualidade artística do site, cerca de 60% dos portfólios enviados são reprovados. Para que aqueles que foram recusados não desanimem, a Artluv lançou um sistema de mentoria.

Sendo assim, é possível agendar treinamentos profissionais online com artistas da plataforma. A mentoria oferece um feedback assertivo e profissional que pode guiar o iniciante a se tornar um expert. A empresa contabiliza cerca de 300 potenciais mentores e visa atender 2 mil usuários e possíveis pupilos. “Os que foram reprovados são joias brutas a serem lapidadas, e também, uma demanda reprimida. Criamos a mentoria para apoiá-los e ajudá-los a viverem de arte. Neste caso, numa via de duas mãos, mentores e mentorados são beneficiados com este processo”, comenta Wendell.

Para quem deseja comprar uma obra, o processo também é bem simples. Basta acessar a plataforma e pesquisar. Os preços variam entre R$150 e R$30.000, e o pagamento pode ser feito via cartão, em até 12x, e boleto bancário. A Artluv se responsabiliza por todo o processo, desde a compra até a entrega.

Apesar de possuir apenas a versão em português, a plataforma já ultrapassou a barreira do idioma e recebe acessos da Itália, Estados Unidos, Índia, China, Portugal e outros. Binho Ribeiro, embaixador do graffiti no Brasil, Sergio Free, Karen Fidelis e MohAwudu, de Gana, na África, são alguns dos nomes que já expõe na ArtTech.