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Uma segunda chance para viver

Para comemorar a vida, o Serviço de Transplante Hepático do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) realiza na quinta-feira(13), às 13h30, uma confraternização que vai reunir mais de 150 pacientes transplantados, familiares e a equipe médica. “Essa já é a sétima edição da nossa confraternização anual, a cada ano essa família cresce,e quando temos a oportunidade de revê-los, nos enche de emoção ver tantas pessoas comemorando à vida”, diz a Diretora Geral do Hospital Nossa Senhora das Graças, Irmã Maria de Fátima Sobral.

De acordo com a Central de Transplantes do Estado, 261 transplantes de fígado foram realizados no Paraná até dezembro deste ano – sendo 27 realizados pelo Serviço de Transplante Hepático do HNSG, que atingiu neste ano a marca de 170 transplantes realizados no Hospital. “Os resultados demonstram uma sobrevida de 80% dos pacientes transplantados, um índice equiparado a padrões internacionais”, comemora o Cirurgião Geral e Chefe do Serviço de Transplante Hepático do HNSG, Dr. Eduardo Ramos.

O médico explica que as principais causas para o transplante de fígado são a cirrose, complicações decorrentes de uso de álcool e doenças graves como hepatite C e B. A ordem da fila de espera é definida pela gravidade da doença – quanto mais grave, mais cedo o paciente deverá receber o órgão. “No caso do transplante hepático, os pacientes com hepatite fulminante têm prioridade”, explica o cirurgião. O número baixo de doadores, segundo o médico, é fruto da falta de informação da população. “Quando há um paciente com morte cerebral na UTI, muitas vezes os familiares não fazem a doação dos órgãos por acreditarem que possa ter chance de recuperação, por questões religiosas, preconceito ou incerteza sobre a aprovação do paciente”, conta o médico. O especialista explica que quando acontece a morte cerebral, o paciente não tem chance de recuperação. “Informar a família sobre o desejo de doar os órgãos é a ação mais importante para quem quer ajudar quem precisa. Se a família souber da vontade do paciente há grande chance de aceitar a doação”, esclarece.


Critérios para a doação

Os critérios para ser doador são: não apresentar doença maligna ou infecção generalizada, não ter doença transmissível ou ser usuário de drogas. Para que o procedimento seja realizado, doador e receptor devem ter o mesmo tipo sanguíneo e o tamanho do órgão deve ser compatível. O transplante pode ser realizado de duas formas: em intervivos, quando retira-se uma parcela do fígado de um doador vivo, ou cadavérico, quando o fígado vem inteiro de um doador com morte encefálica.