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Fundo Positivo vai financiar projetos de ONGs para apoio à saúde mental, combate à violência doméstica e ajuda a idosos com HIV/Aids

Entidades sem fins lucrativos têm até o dia 28 de maio para inscrição de projetos

O Fundo Positivo lançou o oitavo edital para financiamento de ações de organizações da sociedade civil neste ano, sob o tema “Sensibilização Comportamental e Saúde Digital: Prevenção e Cuidados no Campo das IST’S/HIV/AIDS, Saúde Sexual  Reprodutiva”.  As ações devem ser voltadas para prevenção à violência doméstica da mulher, apoio à saúde da população idosa, autocuidado/saúde mental e atividades de prevenção e cuidados em HIV/Aids.

O objetivo do Fundo Positivo é beneficiar, através das ONGs, população LGBTQI+, jovens, mulheres, negros, idosos e população de rua, com ações relacionadas ao enfrentamento de HIV/Aids, saúde mental, apoio psicossocial, dentre outros.

As entidades têm prazo de 26 de abril a 28 de maio para inscrições.  No total, serão 15 ONGs selecionadas para receber repasse de cerca de R$ 40 mil. Podem concorrer organizações de qualquer região do país.

No âmbito da saúde mental, por exemplo, o Fundo Positivo pretende financiar ações para diminuição de quadros de depressão, ansiedade, síndrome do pânico e luto, muitos agravados durante a pandemia de Covid-19.

A saúde dos idosos LGBTQI+ e/ou que estejam vivendo com HIV/Aids é outro destaque deste ano. A expectativa do Fundo é que haja ações voltadas a estimular os idosos na realização de testagem para diagnóstico precoce da infecção pelo HIV/Aids e sensibilizar para importância da adesão ao tratamento. A situação de violência doméstica contra mulheres também ganhou atenção e são esperados projetos nesta temática.

“A pandemia expõe e agrava muitas situações de vulnerabilidade. O objetivo é contribuir para que as ações das ONGs sejam realizadas neste ano, período de dificuldades de captação de recursos e quando devemos olhar com mais atenção para o morador em situação de rua que vive com HIV/Aids, idosos LGBTQI+ e mulheres vítimas de violência doméstica”, afirma Harley Henriques, coordenador geral do Fundo Positivo, que completa: “Um atendimento on-line com psicólogo ou psiquiatra ou uma terapia comunitária virtual são exemplos de projetos que podem concorrer”

Ao longo de 6 anos, o Fundo Positivo já financiou projetos de 150 organizações sem fins lucrativos em todo o Brasil e que atendem uma ampla população. Para participar, as organizações devem ter pelo menos um ano de constituição formal (estatuto de fundação e CNPJ). Cada entidade pode enviar uma única proposta.

Os projetos vencedores serão conhecidos em meados de junho. A comissão que vai escolher os projetos é formada por representantes dos governos municipal, estadual e federal, além de acadêmicos e pesquisadores.  

Mais informações e acesso ao edital: http://fundoposithivo.org.br/