Bem Estar Saúde

Junho laranja: especialista conscientiza sobre diferença entre anemia e leucemia

A cor laranja foi escolhida para simbolizar o mês da conscientização sobre anemia e leucemia

A anemia e a leucemia são problemas que começam diretamente no sangue, porém leucemia não é um tipo de anemia e vice-versa, como algumas crendices populares costumam afirmar.

Ronald Palotta, hematologista do Hospital Casa de Saúde de Guarujá, explica que a anemia acontece quando há redução na quantidade de hemácias na circulação sanguínea. Ele acrescenta que, apesar de a anemia não ser e nem virar leucemia, ela pode indicar um problema de saúde mais grave.

Existem vários tipos de anemias, inclusive as que são genéticas e hereditárias, a mais comum conhecida como anemia falciforme. “A anemia na verdade não é uma doença, ela acompanha várias doenças. A anemia falciforme engloba vários tipos de alterações da hemoglobina que é a proteína do sangue que carrega oxigênio para as células. Do ponto de vista brasileiro essa é uma doença que requer muitos cuidados e um olhar com muito carinho porque requer um diagnóstico precoce. No Brasil ela pode ser identificada já no teste do pezinho”, pontuou o hematologista.

O que é anemia?

O hematologista do Hospital Casa de Saúde de Guarujá explica que a anemia acontece quando há redução na quantidade de hemácias na circulação sanguínea. Estas hemácias, também chamadas de glóbulos vermelhos, contém no seu interior uma proteína chamada hemoglobina, que tem a função de transportar o oxigênio dos pulmões para os tecidos. Desta forma, quando há anemia o oxigênio não chega aos órgãos, com isso gera sensação de cansaço, falta de ar, palidez, queda de cabelo entre outros sintomas.

Para diagnosticar a anemia, o hemograma é o exame mais indicado. Uma única coleta de sangue, simples, barata e acessível pode verificar a situação da pessoa e fazer o correto diagnóstico.

O especialista salienta que a anemia na verdade não é uma doença, ela acompanha várias doenças. Pode ser causada por diversos fatores divididos em adquiridos (como hemorragias intensas, falta de vitaminas como o ferro entre outras) e fatores hereditários (como a anemia falciforme).

A doença falciforme, um dos tipos de anemias hereditárias, no Brasil possui alta prevalência e requer muitos cuidados, incluindo um diagnóstico precoce. “A anemia pode indicar que existe algo errado no organismo, como um problema mais grave, sendo importante realizar o acompanhamento médico adequado, periódico com exames e check-ups de saúde”, recomendou.

O que é leucemia?

A leucemia é um tipo de câncer que faz com que os leucócitos (glóbulos brancos) sejam produzidos pelo corpo sem controle, o que afeta diretamente a produção de hemácias (glóbulos vermelhos) e das plaquetas. Se a produção de glóbulos vermelhos estiver baixa, a pessoa tende a apresentar anemia e se as plaquetas estão baixas pode levar a sangramentos.

O corpo humano normalmente apresenta entre 3,5 e 10 mil leucócitos/mm3 no sangue, mas quando a pessoa está com leucemia, esse número tende a aumentar, tornando-se uma leucocitose que atinge valores por vezes superiores a 100 mil/mm3. Quando esta leucocitose acontece às custas de células imaturas chamadas blastos, a leucemia é aguda e ocorre de forma rápida e grave. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é que, a cada ano, sejam diagnosticados mais de dez mil novos casos de leucemia no Brasil.

O hematologista do Hospital Casa de Saúde Guarujá, Ronald Pallotta, observa que o diagnóstico precoce é o melhor caminho para a pessoa com leucemia, já que o tratamento pode modificar a história natural desta doença.

“Para as leucemias agudas, é necessário tratamento com quimioterapia, frequentemente com internação. As leucemias crônicas não requerem tratamento a nível hospitalar, mas requerem quimioterapia oral que junto com a imunoterapia. Na leucemia aguda, que é um tipo de câncer, o tratamento precoce é a diferença entre a vida ou a morte”, afirma o especialista.

Doação de medula óssea

O tratamento destas doenças, pode incluir o transplante de medula óssea e isso depende de doadores compatíveis. Por isso, pacientes aguardam em filas de espera para encontrar uma pessoa que tenha essa compatibilidade. Qualquer pessoa saudável pode se cadastrar em um hemocentro próximo à sua casa e ajudar pessoas que sofrem com leucemia e precisam desse tipo de transplante. Para se cadastrar, é coletada uma amostra de sangue que será analisada e seus resultados computados e guardados para serem comparados com a de pacientes que precisam de transplante para verificar sua compatibilidade. O doador só é contatado se ambos forem compatíveis.